Durante este período, as atividades do Forte estiveram focadas na avaliação dos projetos realizados durante o ano de 2008, bem como o planejamento de atividades para o exercício 2009, sobretudo as concernentes ao Projeto Capoeira Educação para a Paz, que deve ter continuidade enquanto política pública e cultural de salvaguarda do patrimônio imaterial. No ano que passou este projeto, uma parceria entre o IPAC e a Superintendência de Cultura, certificou 94 participantes entre os quase 120 inscritos e que foram divididos em 03 turmas para o cumprimento de 160 horas aulas, entre os meses de julho a dezembro. Diversas outras ações desenvolvidas em 2008 também foram avaliadas como as oficinas (de geração de empregos, elaboração de projetos culturais, entre outras), as datas comemorativas ( Dia da Consciência Negra/Zumbimba, batizados de capoeiristas, “troca de cordões” ), as feiras de cultura e arte, os festivais e exposições, os eventos (Capoeira de Saia, lançamento de livros), enfim uma gama de ações de caráter sócio-cultural, incluída aí naturalmente a atividade regular das seis academias residentes no Forte de Santo Antonio Além do Carmo.A adequação funcional da nova equipe gestora do Forte em virtude da contratação de funcionários em Regime Especial de Direito Administrativo (REDA), também demandou um período de recesso, entre janeiro e fevereiro.RESULTADOS DE JANEIRO E FEVEREIRO DE 2009
Durante este período, as atividades do Forte estiveram focadas na avaliação dos projetos realizados durante o ano de 2008, bem como o planejamento de atividades para o exercício 2009, sobretudo as concernentes ao Projeto Capoeira Educação para a Paz, que deve ter continuidade enquanto política pública e cultural de salvaguarda do patrimônio imaterial. No ano que passou este projeto, uma parceria entre o IPAC e a Superintendência de Cultura, certificou 94 participantes entre os quase 120 inscritos e que foram divididos em 03 turmas para o cumprimento de 160 horas aulas, entre os meses de julho a dezembro. Diversas outras ações desenvolvidas em 2008 também foram avaliadas como as oficinas (de geração de empregos, elaboração de projetos culturais, entre outras), as datas comemorativas ( Dia da Consciência Negra/Zumbimba, batizados de capoeiristas, “troca de cordões” ), as feiras de cultura e arte, os festivais e exposições, os eventos (Capoeira de Saia, lançamento de livros), enfim uma gama de ações de caráter sócio-cultural, incluída aí naturalmente a atividade regular das seis academias residentes no Forte de Santo Antonio Além do Carmo.A adequação funcional da nova equipe gestora do Forte em virtude da contratação de funcionários em Regime Especial de Direito Administrativo (REDA), também demandou um período de recesso, entre janeiro e fevereiro.RESULTADOS DE DEZEMBRO DE 2008
“Capoeira e Direitos Humanos”, "Educação para Autonomia e o Sentido de Pertença", “Capoeira na Guerra do Paraguai”, "Capoeira: Perspectiva de Educação, Cidadania e Paz”, “A presença Indígena na Cultura Afro-Brasileira”, entre outros assuntos, fizeram parte dos eixos temáticos do curso “Capoeira – Educação para a Paz” que formou a 2ª e 3ª turma no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, às 15h.
Parceria entre o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), e a Superintendência de Cultura da Secretaria de Cultura do Estado (SUDECULT), o curso tem como objetivo a formação em educação das relações étnico-raciais de capoeiristas, inserindo-se na aplicação da Lei Federal Nº. 11.645/2008, que institui a obrigatoriedade do tema "História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena" no currículo oficial da rede de ensino no Brasil.
A solenidade contou com a palestra de Jean Adriano Barros da Silva, mestre em educação pela UFBA (Universidade Federal da Bahia), com o tema: “O jogo da Capoeira no ´jogo´ da educação formal: limites e possibilidades da formação humana”.
A carga horária do curso foi de 160 horas. Os 65 capoeiristas que receberam os certificados deverão implementar em suas vivências pedagógicas o que foi aprendido durante 45 dias de aula. O curso “Capoeira – Educação para a Paz” tem continuidade enquanto política pública e pretende capacitar mais de mil capoeiristas.
O Curso integra a política cultural de salvaguarda do patrimônio imaterial que o Governo da Bahia desenvolve através da SECULT/IPAC. Para participar, os capoeiristas precisaram ser indicados por outros mestres de diferentes bairros e escolas de capoeira de Salvador e Região Metropolitana.
Como saber ancestral e manifestação cultural com origem na Bahia, a capoeira é registrada, através do IPAC, como patrimônio imaterial da Bahia desde dezembro de 2006. Em julho de 2008, em sessão histórica no Palácio Rio Branco - Salvador, a capoeira foi registrada como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan, órgão do Ministério da Cultura.
Para comemorar os 20 anos de fundação do Grupo Internacional de Capoeira Topázio, foi realizada no dia 20 desse mês, uma grande roda de capoeira no Forte de Santo Antônio Além do Carmo. Cerca de 250 capoeiristas de Salvador e de filiais do grupo Topázio de outros países participaram do encontro.
Fundado em 1987 por Raimundo dos Santos, mais conhecido como Mestre Dinho, o grupo Topázio sempre se caracterizou pelas inovações introduzidas na capoeira. A fundação do grupo surgiu da idéia de unir, sob o mesmo nome, todos aqueles professores que foram alunos do Mestre Dinho e já desenvolviam trabalhos com capoeira em suas comunidades.
De acordo com o professor de capoeira, Jefferson Matos, o grupo Topázio conta atualmente com filiais em outras cidades do Brasil, e do exterior, em países como Argentina, México, Estados Unidos, Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Dinamarca, Bélgica, Turquia e Austrália.
RESULTADOS DE NOVEMBRO DE 2008
Organizado pela Fundação Mestre Bimba (FUMEB) e pela entidade Filhos de Bimba Escola de Capoeira, o evento aconteceu entre os dias 20 e 23 de novembro, em horários alternados. O objetivo do Zumbimba é preservar o legado do Mestre Bimba, além de divulgar os trabalhos voltados à cultura afro-baiana, em especial a capoeira.
O evento foi aberto às 09h, do dia 20 de novembro, no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, com uma grande roda de capoeira celebrando as boas vindas, além de contar com a participação de convidados das comunidades capoeiristica. Durante o Zumbimba foi realizado curso de capacitação, apresentação de samba de roda e samba chula, entre outras atividades.
Marginalizada por muitos anos, a capoeira é um símbolo da resistência negra na Bahia. Como saber ancestral e manifestação cultural, a capoeira é registrada como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e registrado também, como Patrimônio Imaterial da Bahia, desde dezembro de 2006, pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).
Para Nenel Machado, mestre de capoeira, presidente da FUMEB e filho de Mestre Bimba “o Zumbimba, também é uma oportunidade para que a comunidade Filhos de Bimba Escola de capoeira mostre seu trabalho de preservação da obra do seu patrono e alcance maior visibilidade no universo da capoeira, para o qual ela vem contribuindo de forma bastante ativa”.
A proposta da Fundação Mestre Bimba é buscar elementos históricos, culturais e filosóficos da capoeira e de outras manifestações de origem negra, para ampliar seu acervo e subsidiar outros interessados. Entre as atividades realizadas pela FUMEB e Filhos de Bimba Escola de Capoeira, estão: oficinas, palestras, cursos, aula de samba de roda e dança afro, capoeira para idosos e portadores de necessidades especiais, fabricação e comercialização de berimbau, entre outros.
Capoeiristas participaram durante todo o mês de novembro dos círculos de conversa do curso “Capoeira – Educação para a Paz”.
Nas sextas-feiras, ao final da aula, uma grande roda de capoeira conduzida por mestres convidados e capoeiristas do curso promove a integração do grupo.
Numa parceira entre Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), e a Superintendência de Cultura da Secretaria de Cultura do Estado (SUDECULT), o curso “Capoeira - Educação para a Paz” objetiva a formação em educação das relações étnico-raciais de capoeiristas-educadores, e se insere na ação de aplicação da Lei Federal Nº. 11.645/2008, instituindo a obrigatoriedade do tema "História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena" no currículo oficial da rede de ensino no Brasil.
O Curso integra a política cultural de salvaguarda da capoeira como patrimônio imaterial que o Governo da Bahia desenvolve, através da SECULT/IPAC. Para participar, os capoeiristas precisam ser indicados por mestres de capoeira que atuam nos diversos bairros e escolas de capoeira de Salvador e Região Metropolitana.
RESULTADOS DE OUTUBRO DE 2008
Durante todo o mês de outubro capoeiristas participaram dos círculos de conversa do curso “Capoeira – Educação para a Paz”.
Os assuntos foram facilitados por educadores especialistas que exploraram temas importantes da história e cultura afro-brasileira, tais como: "Educação para Autonomia e o Sentido de Pertença", por Vanda Machado, “Capoeira na Guerra do Paraguai”, por mestre Máximo, "Capoeira: Perspectiva de Educação, Cidadania e Paz”, por Amélia Conrado, “A presença Indígena na Cultura Afro-Brasileira”, por Augusto Marcos, entre outros assuntos.
Numa parceira entre Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), e a Superintendência de Cultura da Secretaria de Cultura do Estado (SUDECULT), o curso “Capoeira - Educação para a Paz” objetiva a formação em educação das relações étnico-raciais de capoeiristas-educadores, e se insere na ação de aplicação da Lei Federal Nº. 11.645/2008, instituindo a obrigatoriedade do tema "História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena" no currículo oficial da rede de ensino no Brasil.
O Curso integra a política cultural de salvaguarda da capoeira como patrimônio imaterial que o Governo da Bahia desenvolve, através da SECULT/IPAC. Para participar, os capoeiristas precisam ser indicados por mestres de capoeira que atuam nos diversos bairros e escolas de capoeira de Salvador e Região Metropolitana.
A aula inaugural da 3ª turma foi ministrada pela historiadora e professora doutora em Educação pela UFBA, Vanda Machado, também, criadora e coordenadora geral do curso. O projeto, realizado em parceria entre Superintendência de Cultura da Secult e IPAC, pretende se transformar em política pública estadual, capacitando mais de mil capoeiristas. Nessa etapa, os capoeiristas precisam ser indicados por outros mestres de capoeira de Salvador e Região Metropolitana para participar das atividades.
A primeira turma do curso começou em março deste ano (2008), como perspectiva de ser mais uma ação para a salvaguarda efetiva da capoeira e aplicação prática da Lei Federal Nº. 11.645/2008, que institui a obrigatoriedade do tema ‘História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena’ no currículo oficial da rede de ensino no Brasil.
Para o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça, a Constituição brasileira de 1988 e a Lei estadual nº8.895/03, Decreto nº10.039/06, estabelecem as competências dos poderes públicos municipal, estadual e federal para com os bens tombados e registrados como patrimônios culturais. “A capoeira é registrada pelo IPAC como patrimônio da Bahia, desde 2006, e pelo IPHAN, como patrimônio do Brasil, desde junho deste ano (2008), o que obriga aos governos promoverem ações de salvaguarda, como esse curso Capoeira Educação para a Paz que o IPAC agora patrocina”, explica Mendonça.
Com o curso, os capoeiristas-educadores passam a ensinar suas vivências pedagógicas, como o conceito da capoeira como afetividade, humanização e educação. “Eles aprendem o sentido de ser, pertencer e participar, solidariamente, de uma tradição que é inclusiva, ancestral e de respeito ao próximo” enfatiza Vanda Machado. Temas de direitos humanos, capoeira na educação infantil, educação das relações étnico-raciais, elaboração de projetos, arte e resistência negra na Bahia e outros assuntos integram os 35 módulos do curso. As atividades têm caráter inclusivo, vivências colaborativas e metodologia criada pelo educador Paulo Freire. As aulas ocorrem sempre de segunda a sexta-feira, das 14 às 18 horas, no Forte.
22/10- Roda ComemorativaO Centro Cultural Ganga Zumba (CCGZ) comemorou entre os dias 20 e 26 de outubro, os seus 11 anos de trabalho com capoeira. O objetivo do evento foi batizar, graduar e formar alunos do CCGZ.
Criado com propósito de desenvolver trabalhos de inclusão social, em 22 de outubro de 1997, por Marcelo Peixoto, contramestre de capoeira, apoiado por Marcio Ferreira, professor de capoeira e Fábio Luiz, o Centro Cultural Ganga Zumba, atende atualmente 150 crianças, em seus diversos núcleos.
Como parte da celebração, foi realizada no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, dia 22/10, às 16h, uma grande roda de capoeira, aberta ao público e participação de convidados. Durante 6 dias os alunos do CCGZ participaram de diversas atividades, a exemplo de palestras, cursos e rodas de capoeira.
O Centro Cultural Ganga Zumba está situado na Avenida Vale das Pedrinhas / Rio Vermelho, na creche Darlanzinho Luz.
Mais informação,
(71) 8808-8166
Marcelo Peixoto
centroculturalgangazumba.blogspot.com
RESULTADOS DE SETEMBRO DE 2008
“Um dia de Artes” foi o nome do projeto que o Forte de Santo Antônio Além do Carmo, sediou no dia 26 de setembro. A abertura aconteceu a partir das 9 horas, com a presença de psicólogos, médicos e dirigentes de clínicas, além de algumas ‘pessoas especiais’, autores e autoras de objetos artísticos ou artesanais – como quadros e esculturas – que estavam expostos na Galeria do Forte.
Essas ‘pessoas especiais’ foram ou são pacientes sob tratamento psicológico e psicanalítico em função de terem sofrido doenças de transtorno mental e dependência química, por exemplo.
As obras, que foram vendidas a preços populares, são resultados das oficinas terapêuticas realizadas no Sanatório São Paulo, Hospital-Dia e na Clínica em Saúde Mental Professor Nelson Pires.
O evento foi aberto ao público e teve objetivo de manter em funcionamento pleno as oficinas terapêuticas através de recursos levantados com a venda desses objetos. Peças em alvenaria, pinturas em tela, bonecas, cestas, jarros, gaiolas, bijuterias, tapetes, imãs de geladeira, bolsas, entre outros produtos, complementam a extensa lista.
24 e 25/09- Forte sedia evento que irá discutir ações de geração de emprego e renda na Bahia
Representantes dos nove municípios baianos onde o projeto GERAR III – MDS está sendo aplicado também participaram. Foram os municípios de Camaçari, Catu, Itaparica, Madre de Deus, Salinas da Margarida, Santa Bárbara, Santo Amaro da Purificação, Saubara e Vera Cruz. Também atuam como parceiros do projeto o Banco do Brasil DRS, Banco do Nordeste, CONAB, Caixa Econômica Federal, Sebrae, OCB-SESCOOP, Pastoral da Criança, entre outros.
O projeto GERAR apóia atualmente centenas de empreendimentos, envolvendo mais de 3 mil participantes, atendendo prioritariamente o público do programa Bolsa Família. Atua em cerca de 50 municípios brasileiros situados nos estados da Bahia, Acre, Pernambuco e Ceará. A meta é promover a auto-sustentabilidade de cada comunidade com a criação de postos de trabalho.
19 a 21/09 Feira CulturalProjeto Meia Lua – Criando com um velho mestre: Rodas, Histórias e Artes.
O Centro Esportivo de Capoeira Angola – CECA, em parceria com o Centro de Referência Integral de Adolescentes – CRIA, executaram atividades da Feira de Cultura para o encerramento do Projeto Meia Lua, no Forte de Santo Antônio Além do Carmo.
Veja programação abaixo:
Seminário- “O Saber dos Velhos”
Dia – 19, às 19h
Tradicional Roda de Capoeira Angola
Dia- 20, às 19h
Feira de Cultura Popular / Caruru de Cosme e Damião
Dia- 21, das 09h às 13h
Mais informações,
(71) 3323-0708
14 a 21/09- Capoeiristas participam de encontro em Belém do Pará
O grupo de Capoeira Angola Pai e Filho, juntamente com outros mestres e contramestres de capoeira de Salvador, participaram do I Encontro de Capoeira Norte e Nordeste, com o apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura. O evento será realizado entre os dias 14 e 21 do mês corrente, em Belém do Pará.
O I Encontro de Capoeira Norte e Nordeste teve o objetivo de promover a troca de experiências entre os participantes. Durante o encontro foram realizadas oficinas de capoeira, batizados e palestras com grandes mestres de capoeira do Brasil.
Veja abaixo relação dos mestres que foram representar a Bahia:
Pelé da Bomba / Tonho Matéria
Baixinho / Angola
Santa Rosa / Carlinhos
Faísca / Máximo / Sasá
Pequeno Mestre / Já Morreu
Entrega dos certificados - III WorkshopOs certificados do III Workshop de Elaboração de Projetos Culturais realizado nos dias 19 e 20 de julho, já estão disponíveis para serem entregues!
Local da entrega: Forte de Santo Antônio Além do Carmo, de segunda a sexta-feira, das 10h às 12h e das 14h às 17h.
04/ 09- IX batizado e troca de cordões
O grupo de capoeira Gangara realizou entre os dias 04, 05, 06 e 07 de setembro o seu IX batizado e troca de cordões. O objetivo do grupo foi preservar a cultura popular, este ano o evento teve como tema: Capoeira de rua X Capoeira na rua: Saberes incondicionais.
O batizado é uma tradição existente na capoeira de caráter cultural, educativo, esportivo e integrativo para todos os participantes do grupo.
A abertura do encontro foi dia 04 de setembro no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, às 19h. Durante o evento foram realizadas palestras com o intuído de capacitar os participantes.
Mais informações,
3258-2664 / 9156-8161
Mestre Nal
03/09 - Encerramento da 1ª turma e aula inaugural da 2ª turma do curso "Capoeira- Educação para a Paz"
Uma média 300 pessoas participaram do encerramento da 1ª turma do curso “Capoeira – Educação para a Paz”, que recebeu o nome João Pequeno de Pastinha, em homenagem ao grande mestre de capoeira, e aula inaugural da 2ª turma do curso, realizado no último dia 03 de setembro, às 15h, no Forte de Santo Antônio Além do Carmo.
Estiveram presentes no evento o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), Frederico Mendonça, a diretora de projetos da superintendência de desenvolvimento da cultura, Lúcia Carvalho, a coordenadora geral do curso, Vanda Machado, os mestres de capoeira: Gato Góes, Bola Sete, Boca Rica, Pelé da Bomba, Tonho Matéria, Odilion, Máximo, entre outros.
Numa parceira entre o IPAC e a Superintendência de Cultura da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, o curso “Capoeira - Educação para a Paz” objetiva a capacitação de capoeiristas-educadores, e se insere na ação de aplicação da Lei Federal Nº. 11.645/2008, instituindo a obrigatoriedade do tema "História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena" no currículo oficial da rede de ensino no Brasil.
A capoeira, como saber ancestral e manifestação cultural, com origem na Bahia, é registrada através do IPAC, como patrimônio imaterial da Bahia desde dezembro de 2006 e no último mês de julho (2008), em sessão histórica no Palácio Rio Branco - Salvador, a capoeira foi registrada como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan, órgão do Ministério da Cultura.
Os capoeiristas serão multiplicadores da idéia e devem implementar em suas vivências pedagógicas conceitos da capoeira como afetividade, humanização e educação. “Eles aprendem o sentido de ser, pertencer e participar solidariamente de uma tradição que é inclusiva, ancestrálica e de respeito ao próximo” enfatiza Vanda Machado, Coordenadora do Projeto.
Na cerimônia de entrega dos certificados houve uma homenagem ao Mestre João Pequeno de Pastinha, um dos expoentes mais importantes da história da capoeira no Estado e já reverenciado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
A aula inaugural da segunda turma do curso foi realizada pelo professor-doutor Carlos Moore, etnólogo e historiador que estabelece em seu trabalho conexões entre as comunidades negras do Caribe, América, Europa e África. Com a palestra “Consciência histórica africana e o impacto dos valores tradicionais sobre as sociedades diaspóricas modernas”, o professor recebe a nova turma.
O Curso integra a política cultural de salvaguarda do patrimônio imaterial que o Governo da Bahia desenvolve, através da SECULT/IPAC. Para participar, os capoeiristas precisam ser indicados por outros mestres de diferentes bairros e escolas de capoeira de Salvador e Região Metropolitana.
RESULTADOS DE AGOSTO DE 2008
Veja vídeo com trechos das rodas de conversa
Construindo Instrumentos Musicais
Sempre às sextas-feiras, ao final da aula, uma grande roda de capoeira conduzida por mestres e alunos promoviam ainda mais a integração do grupo.
08/08 - 7º Encontro Cultural e Internacional de Capoeira Mangangá (Evento adiado, com data a definir).
Acontece entre os dias 01 e 20 com ações sociais em vários bairros de Salvador, Região metropolitana e Recôncavo baiano.
No dia 08, das 14 às 18h, será realizado no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, um grande debate com representantes de diversos países, a exemplo dos Estados Unidos, Moçambique, México, Austrália, entre outros.
O evento está sendo realizado pela Associação Cultural de Capoeira Mangangá, e os temas abordados serão: “Um olhar sobre a realidade sócio política da capoeira” e “Introdução da Literatura Moçambicana”.
16/08 - IV Festival Internacional Oficina da Capoeira
RESULTADOS DE JULHO DE 2008
Os assuntos foram facilitados por educadores especialistas que exploraram temas importantes da história e cultura afro-brasileira, tais como: "Educação para as Relações Étnico-Raciais", por Vanda Machado, “Capoeira: uma Perspectiva de Educação Cidadania e Paz”, por Amélia Conrado, "Aspectos Históricos da Violência Racial e de Gênero" por Rose D´Apresentação e Major Paulo Peixoto, dentre outros que estiveram no centro das conversas.
Sempre às sextas-feiras, ao final da aula, uma grande roda de capoeira conduzida por mestres e alunos promoveram ainda mais a integração do grupo.
19 e 20/07 - III Workshop de Elaboração de Projetos Culturais As atividades foram divididas em três etapas: no primeiro dia pela manhã foi realizado a apresentação do conteúdo de maneira teórica, enfatizando o processo de inscrição e listando os principais editais e mecanismos de financiamento da cultura tanto estadual como nacional. À tarde do mesmo dia os participantes formaram grupos de trabalho para elaborar projetos específicos. Nesta ocasião, os instrutores estavam disponíveis para tirar dúvidas. No dia seguinte os projetos foram apresentados e avaliados por todos.
As oficinas tiveram como conteúdo o Manual de Elaboração de Projetos, que também foi disponibilizado no site da FUNCEB (http://www.funceb.ba.gov.br/) para consulta de todos artistas, produtores e agentes culturais que não puderem participar do Workshop.
O projeto é coordenado por Giuliana Kauark da Assessoria de Projetos da FUNCEB, com apoio dos produtores Mayla Pita e Vagner Rocha. A proposta é que o Workshop sirva para ampliar no número de projetos do interior inscritos e contemplados nos editais e mecanismos de fomento à cultura da Fundação e da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia como de outras instituições municipais, estaduais ou nacionais.
Como escrever um projeto
Para Giuliana Kauark, fazer um projeto para a área de cultura não é difícil. “Existem algumas regras. Um bom projeto tem que ser claro, saber justificar sua importância com a demanda do público ou da localidade em que estará inserido e com orçamento baseado em valores reais de mercado”, explica Giuliana que também lembra a importância de saber adaptar o projeto às diferentes formas de financiamento - leis de incentivo, editais ou captação de recursos em empresas da iniciativa privada.








